20/08/2010

O vírus da FeLiCidaDe*

Foto:  Stock Photos, Divulgação
Olá... está comprovado... é contagioso!
Sempre bom poder mostrar coisa assim por aqui... espero que gostem*
É bem legal a matéria seguir, vale a pena ler...

Estudo americano mostra que contato direto pode transmitir felicidade

Quão contagiosa pode ser a felicidade? Muito, dizem pesquisadores americanos. Um estudo recente realizado pela Harvard Medical School e pela Universidade da Califórnia descobriu que a felicidade é como um vírus, transmitido por redes sociais, como a família, os amigos próximos e os vizinhos.

Tristeza, no entanto, não parece se espalhar na mesma proporção de acordo com o estudo, que examinou níveis de felicidade de quase 5 mil pessoas em um período de 20 anos.

Enquete: você se sente mais feliz quando está com seus amigos?

A pesquisa constatou que a felicidade de uma pessoa começa em uma reação em cadeia que envolve amigos, amigos dos seus amigos, e amigos de seus amigos amigos. Portanto, a felicidade pode ser consequência da felicidade de pessoas que não se conhecem. Os efeitos, segundo os pesquisadores, aparentemente, podem durar até um ano, mas podem se deteriorar ao longo do tempo e com a separação geográfica.

Os pesquisadores acreditam que o contato face-a-face é um dos fatores mais importantes para que a felicidade se espalhe.

Proximidade de amigos afeta felicidade:

Quanto mais próximo um amigo é, mais provável que este possa transmitir alegria, afirma a pesquisa. De acordo com dados do estudo, um amigo feliz vivendo a meia milha de distância tem 42% de chances de influenciar na felicidade do outro. O mesmo amigo, vivendo a duas milhas de distância só tem 22% de chance de afetar o humor do outro.

Quanto mais próximo vive um amigo, mais ele transmite alegria ao outro

Então vamos contagiar... e contagiar... espelhar esse vírus, ops! sentimento bom.... afinal nós temos este  poder*
Bom final de semana a todos...

Mega bjokas*

08/08/2010

Solidão Contente* vale a pena ler****

Oi pessoal, eu recebi a mensagem abaixo por e-mail e achei legal compartilhar... 

A foto... é numa tarde de domingo...capital gaúcha, calma, tranquila, vazia... mas cheia de si*
 Espero que gostem...
 
 
 Solidão contente
O que as mulheres fazem quando estão com elas mesmas
 
IVAN MARTINS
É editor-executivo de ÉPOCA

 
Ontem, eu levei uma bronca da minha prima. Como leitora regular desta coluna, ela se queixou, docemente, de que eu, às vezes, escrevo sobre “solidão feminina” com alguma incompreensão.

Ao ler o que eu escrevo, ela disse: as pessoas podem ter a impressão de que as mulheres sozinhas estão todas desesperadas – e não é assim! Muitas mulheres estão sozinhas e estão bem! Escolhem ficar assim, mesmo tendo alternativas. Saem com um sujeito lá e outro aqui, mas acham que nenhum deles cabe na vida delas. Nessas circunstâncias, decidem continuar sozinhas, por opção.

Minha prima sabe do que está falando. Ela foi casada muito tempo, tem duas filhas adoráveis, ela mesma é uma mulher muito bonita, batalhadora, independente – e mora sozinha.

Ontem, enquanto a gente tomava uma taça de vinho e comia uma tortilha ruim no centro de São Paulo, ela me lembrou de uma coisa importante sobre as mulheres: o prazer que elas têm de estar com elas mesmas.

“Eu gosto de cuidar do cabelo, passar meus cremes, sentar no sofá com a cachorra nos pés e curtir a minha casa”, disse a prima. “Não preciso de mais ninguém para me sentir feliz nessas horas”.

Faz alguns anos, eu estava perdidamente apaixonado por uma moça e, para meu desespero, ela dizia e fazia coisas semelhantes ao que conta a minha prima. Gostava de deitar na banheira, de acender velas, de ficar ouvindo música ou ler. Sozinha. E eu sentia ciúme daquela felicidade sem mim, achava que era um sintoma de falta de amor.
 
Hoje, olhando para trás, acho que não tinha falta de amor ali. Eu, quem era desesperado, inseguro, carente. Tivesse deixado a mulher em paz, com os silêncios e os sais de banho dela, e talvez tudo tivesse andado melhor do que andou.

Ontem, ao conversar com a minha prima, me voltou muito claro uma percepção que sempre me pareceu assombrosamente evidente: a riqueza da vida interior das mulheres comparada à vida interior dos homens, que é muito mais pobre.

A capacidade de estar só e de se distrair consigo mesma revela alguma densidade interior, mostra que as mulheres (mais que os homens) cultivam uma reserva de calma e uma capacidade de diálogo interno que muitos homens simplesmente desconhecem.

A maior parte dos homens parece permanentemente voltada para fora. Despeja seus conflitos interiores no mundo, alterando o que está em volta. Transforma o mundo para se distrair, para não ter de olhar para dentro, onde dói.

Talvez, por essa razão, a cultura masculina seja gregária, mundana, ruidosa. Realizadora, também, claro. Quantas vuvuzelas é preciso soprar para abafar o silêncio interior? Quantas catedrais para preencher o meu vazio? Quantas guerras e quantas mortes para saciar o ódio incompreensível que me consome?

A cultura feminina não é assim. Ou não era, porque o mundo, desse ponto de vista, está se tornando masculinizado. Todo mundo está fazendo barulho. Todo mundo está sublimando as dores íntimas em fanfarra externa. Homens e mulheres estão voltados para fora, tentando fervorosamente praticar a negligência pela vida interior – com apoio da publicidade.

Se todo mundo ficar em casa com os seus sentimentos, quem vai comprar todas as bugigangas, as beberragens e os serviços que o pessoal está vendendo por aí, 24 horas por dia, sete dias por semana? Tem de ser superficial e feliz. Gastando – senão a economia não anda.

Para encerrar, eu não acho que as diferenças entre homens e mulheres sejam inatas. Nós não nascemos assim. Não acredito que esteja em nossos genes. Somos ensinados a ser o que somos.

Homens saem para o mundo e o transformam, enquanto as mulheres mastigam seus sentimentos, bons e maus, e os passam adiante, na rotina da casa. Tem sido assim por gerações e só agora começa a mudar. O que virá da transformação é difícil dizer.

Mas, enquanto isso não muda, talvez seja importante não subestimar a cultura feminina. Não imaginar, por exemplo, que atrás de toda solidão, há desespero. Ou que atrás de todo silêncio, há tristeza ou melancolia. Pode haver escolha.

Como diz a minha prima, ficar em casa, sem companhia, pode ser um ótimo programa – desde que as pessoas gostem de si mesmas e sejam capazes de suportar os seus próprios pensamentos. Nem sempre é fácil. 
 
 
Bjokas*