20/12/2012

Vamos pasteurizar 2013?



Que ano.
Quanta coisa.
Quantos encontros e desencontros.
Quantas chegadas e partidas.
Um ano para ficar na memória, sem cortes. Tá bom, alguns cortes, sempre se pode cortar alguma coisa... ( porque sempre tem alguma coisa que né... então).
Um ano em que fui da sanidade à loucura em dois tempos.
Estive à dois passos do paraíso, mas fui ao inferno também.
Conheci o lado mais egocêntrico de alguns,  enfim.
Firmei laços com quem realmente importa.
Abri mão de gente prepotente ao meu lado.
Fui mãe, pai, avó, tia, fui mil em uma só.
Tentei ser o melhor que pude, se falhei em algum momento, não importa, no final de tudo certo.
Senti frio, passei muito calor, senti muita sede, senti fome.
Sentei, chorei, ri de tudo isso depois.
Sai com as amigas, bebi, afoguei as mágoas, comemorei, vibre, torci (Gremista, um tanto fervorosa)!
Em algum momento deste imenso 2012 eu parei e pensei: - Nossa 2013, BA, está aí! E o que eu quero dele? O que eu espero dele?
Decidi levar comigo só o que realmente vale a pena.
Não vou fazer nada que eu não sinta prazer e desejo.
Não vou gostar de quem eu não sentir vontade de gostar.
Não vou cuidar o que falar.
Não vou cuidar como agir.
Vou deixar acontecer.
Vou ser como sempre, mais eu.
Vou deixar os 30 anos chegar, e fazer de mim o que preciso for.
Quero poder ter meus acessos de fúria, mau humor, tristeza, sem ser perturbada, afinal levanta a mão que é 100% bom, feliz, delicado blablablá.
Quero um ano intenso, mais do que este  que está se indo, bem mais.
Mais de tudo, mais em tudo.
Quero mais dos outros e bem mais de mim.
Desejo que todos abram seus corações, livrem-se das impurezas, varam as incertezas, e sejam verdadeiramente verdadeiros.
Autênticos.
Por que gosto de pessoas autenticas.
Porque gosto de pessoas com personalidade própria, fortes, que se arriscam, que arriscam tudo inclusive, e que tem como eu, sempre a certeza de que tudo sempre dará certo no final.
Vamos pasteurizar 2013?


 Forte abraço, e até lá...




17/11/2012

Olhe nos meus olhos...*

 
Uma senhora de cabelos brancos, ouvindo minha conversa no telefone, no super mercado, ao desligar me aborda.
- O amor acontece quando olhamos fundo nos olhos do outro, quando recenhemo-nos no outro. Levante a cabeça guria. Disse-me ela.
- Aham. (Como todos já sabem foi minha resposta, foi só o que consegui falar)
- Mostre estes olhos para o amor, liberte-se para amar.Não existe dedo podre, existem homens que não valem a pena, só isso.
Fiquei pensativa, olhando ela direito nos olhos, pasma.
- Olhe nos olhos, você vai de cara saber quando o encontrar. Caso contrário, saia com as amigas e beba.
 
Neste momento, foi em que segui para o corredor das bebidas e liguei para as amigas.
 
 
Meu olhar, sempre desvia quando avista perigo.
Não consigo, nos olhos olhar.
Não agora.
um dia.
 

12/11/2012

Uma fantasia ou uma cortina?*


Então, estive pensando.
Como era boa a infância, tempo em que a gente se escondia atrás das cortinas e achava que ninguém nos via e que estávamos super bem escondidos!
Como era bom brincar de ficar criando fantasias, fantasiar que eramos heróis, princesas, não é mesmo?
Ah tantos personagens....
Muito fiz isto, e aposto que vocês também.
Mas o tempo passou, e eu deixe de ficar me escondendo atrás da cortina, e parei de fantasiar, de brincar.
Parei.
Hoje...
Parei para pensar.
Refleti muito.
Minto, muito também não, apenas observei ao meu redor... observo há algum tempo já.
Agora quero a liberdade para fazer um breve devaneio a respeito.
Quando a gente é criança esse tipo de brincadeira é super divertido e normal.
E quando é adulto?
Continua sendo normal?
Não né?!
Sim, pode ser que sim, tem gente que acha que sim.
Não o tempo todo, mas tem quem quer o tempo todo!
Tem gente que quer brincar o tempo todo, ser criança a vida toda.
Ai minha nossa!
Deixem -me explicar.
A diferença toda está em: Como pode haver pessoas com dificuldade, receio de se fantasiar mesmo depois de grande?
Se quando a gente era criança é tudo tão fácil?!
 Como pode ter gente mesmo grande continuar brincado de se esconder atrás da cortina?
Me deparei com uma situação em que vi adultos com brilho nos olhos como se fossem criança.
Alegres, emocionados dentro de suas fantasias, dentro do mundo da ilusão, da graça, do riso.
Vi gente grande dentro de fantasias de super heróis, de meninas frágeis, que são fortes, que matam um leão por dia, mas que souberam deixar rolar a graça de ser criança por uma noite.
Que graça, saber sair de casa super herói e volta como gente grande, voltar adulto.
Enquanto isso...
Também vejo,  gente achando que é criança se escondendo atrás de cortina diariamente, achando que nenhum adulto vai o encontrar ou perceber o que está fazendo.
Onde está a diferença mesmo?
Esta  na capacidade de agir e ser na hora certa.
Já aviso que qualquer semelhança é mera coincidência.
Também não quero ninguém brigando pelo copo de groselha.
E ninguém ficando chateado, nem chorando, nem emburrado.
Não. Nada disso.
Mas acalmem-se, nem tudo está perdido.
Sempre é tempo de tirar a fantasia.
Sempre é tempo de sair de trás da cortina e voltar a ser gente grande.
Então, meus caros e minhas caras.
Não sejam personagens e nem fiquem escondidos atrás da cortina a vida toda.
Assumam, que o tempo passa, que a gente cresce que reviver é muito bom, mas que ser, estar, e agir como gente grande é fundamental para sobreviver.


Tchau, fui colocar minha fantasia de CORDEIRINHO e voltar para minha realidade.
Por que brincar de esconde-esconde atrás da cortina, já perdeu a graça faz tempo para mim.

 
Me avisem quando estiver na hora de ir brinca, quero fazer de conta que sou adulta!



02/11/2012

Sensatez.*

 
Aprenda a ler o silêncio.
Decifre a tênue linha entre o interesse e o desinteresse.
Aprenda a lidar com o desespero alheio.
Aprenda, mas antes, pegue roscas e um café.
Sensatez.
Está em falta no mercado.

29/10/2012

Concordei.*

 
Disse-me que é tão ruim querer algo que nunca se teve.
Concordei.
Ela chegou desejar que desse tudo errado no que ele havia dito, para poder sugar ele para junto de si.
Nem se quer viu, nem se quer tocou, apenas ouviu.
A rouquidão da voz, a naturalidade com que as palavras fluíam, a naturalidade com que ela se envolvia com o som da sua voz.
Eu disse para ela que era loucura, nem  deu me ouvidos.
Eu reforcei, é loucura. Fuja, pode ser mais uma cilada.
Ela apenas confirmou, e disse, quero seguir em frente.
Se não for de loucuras, aventuras, do que é feito o mundo então?
Deixei.
Vai, se joga, se atira, tenta, conquista, seduz, dedica-se, apaixona-se.
Se não der, depois volta, e  tenta a cura,  inicia a cicatrização.
Pois a alma, é feita de marcas, profundas, e eu estarei aqui para me cuidar.
 
Não sei se ela me deu ouvidos, mas eu senti euforia, desejo e sedução.

28/10/2012

O acaso é um jogo?*



 
Eu acredito no acaso.
Pode ser que nenhum de vocês acredite tanto quanto eu.
Posso até me enganar, mas não demoro a corrigir.
Meu sangue ferve com a adrenalina das jogadas, o pulso aumenta com os passes.
E, eu só tenho um desejo sublime.
Só penso, no gol de placa que ele pode me levar.
O gosto de vencer que sacia toda carência de muito tempo sem vitórias.
Toca um blues.
 
Aumenta o volume, e seguimos com o baile, por favor?
 
 
 

 

18/10/2012

Em tempos de Solidão.*

 
O mal do século é a solidão.
É, isso mesmo. Já dizia o poeta.
Conheço pessoas que mesmo cercadas de milhares de amigos, ou o  que quer que seja, é solitário.
Sinto muito se você se considera uma pessoa solitária.
Involuntáriamente, muitas pessoas vão se encaixar neste perfil.
não vão admitir, mas lá no fundo, sabem que são assim. Só.
Não, mas não é simples e fácil.
Ninguém é solitário porque quer, acontece.
Um acontecimento quase que natural.
Começa com uma simples afastamento, e se torna um transtorno com o passar do tempo.
Triste, muito triste. Uma tristeza imensurável. Sim, e só sentimos quando estamos só, sem nem mesmo a gente mesmo por perto.
Absoluta solidão e abandono do seu ser sobre sua própria pessoa.
Desliga-se do corpo, da mente, e se torna solitário absoluto.
Entra sol, chuva, trocam as estações, mas a solidão permanece, mais firme do que forte.
Pois ninguém consegue ser forte diante de um monstro.
Não sente mais nada, não quer mais nada.
Quer somente a solidão.
Mas é tanta contradição que não se sabe ao certo o que é desejo, oque é distração.
 Solidão é caso sério.
Solidão pode levar a alma de uma pessoa a lama, faz o corpo definhar.
Mas a solidão exige mais do que mil pessoas a sua volta, exige esforço, graça, vontade de conviver.
E conviver é uma arte, sim, pouco a pouco as pessoas vão dominando.
Pouco a pouco o mundo vai deixando de ser solitário.
Com o tempo,um abraço, um laço, um traço.
Com o tempo, dois.
 
 
Carinhosamente,para todos os solitários

 

15/10/2012

Eu minto, tu mente?*

 
Tu acredita em todo mundo?
Só um pouco.
E o pouco em que acredito, ainda me deixa em dúvida.
Mas digo, toda mentira se bem investida, vale mais que uma verdade.
E tu pode discordar de mim, mas qual dos dois vai estar falando a verdade? 
 
Pense: mentira tem perna curta, e faz seu nariz crescer.
Observe.
Minta somente o necessário.
E quando muito necessário.
Não minta em vão.
 
(Eu muito menti e omiti, mas todos sempre souberam, meus passos sempre foram curtos.)
 
 

Texto: Gisa

07/10/2012

SMS, e uma declaração de não amor*


- E a promessa?
- Que promessa?!
- A promessa de que tu iria voltar, e era comigo que tu iria ficar?
Quando se esta carente, longe de tudo, com a mente e o coração embriagados pela saudade, que não se sabe distinguir de que e de quem, nada pode ser levado a serio.
Aprendam isso.
Coração não é brinquedo não.



P.S .:Não faça declarações de amor por SMS.
Embriague-se de amor, mas não para se declarar.



Atenciosamente
quem já recebeu uma declaração de um bêbado por SMS, Gisa
 






Texto:
Gisa

 

30/09/2012

É amor, próprio ou não?**


Como pode o amor próprio ficar debaixo da sola do sapato?
Você não tem amor próprio não?
Eu hein, desse mal não quero sofrer.
Prefiro me amar, e por você me apaixonar.
O sofrimento é menor.
Não que eu não esteja disposta a amar,  já amo, mas prefiro somente me apaixonar.

Doses lentas de amor ao longo do percurso, se for valer a pena, mas que fique bem claro, que eu me amo mais do que tudo,e por você não quero sofrer.
Não, não permito que me faças sofrer.
Permito que me adore, me anime, que se apaixone perdidamente por mim.
Não te farei sofrer, se preciso for, o máximo que irei fazer,  será te fazer me esquecer.
Adormeça pensando, e amanheça longe de mim.

Ah, como pode ser tão bobo e contraditório o coração?
Como pode a gente se entregar, assim sem noção?
Alguém sabe a explicação?
Só não venha me dizer que é, amor!





Créditos:
Texto: Gisa Dias
Foto:Gisa Dias - sala de espera Agência Bravo!POA

17/09/2012

A hora de sair do ninho**

 
Todo dia um novo dia.
Todo dia pessoas especias ou não em nossas vidas.
Todo dia é um dia de sol, ou um dia de chuva.
Todo dia o passarinho sai do ninho e voa, vai bater suas asinhas pelos ares.
Todo dia levantamos, no mesmo horário, com os mesmos hábitos, com a mesma obrigação, disposição ou não.
 
Voa passarinha, segue feliz, parte da sua jornada e missão foi concluída.
Seus filhotes estão prontos, já sabem voar.
 
Voa para a felicidade, enxuga a lágrima, você já sabe voar.
Deixa este ninho, o que é seu, que você construiu vai se perpetuar...
Voa voa, nossos caminhos sempre vão se cruzar.
Voa, começa tudo novo, sem medo, sem desespero.
 
Encontra um novo ninho, e saiba criar, ensina amar, ensina outros novos bichinhos a voar.
 
Com carinho, para Ana.
 
 
Créditos:
Texto: Gisa
Foto: Gisa/ Antônio Prado - RS
Eu não sei escrever poesia, mas a Ana esta noite me inspirou, e é especialmente para ela que eu dedico meu primeiro texto poético.
Obrigada por me ensinar a bater as asas, a confiar no meu voo.

 

13/09/2012

- Pai quero voar, me dá asas de presente?*

 
Era uma criança muito curiosa, e não entendia muito bem como as coisas funcionavam.
Não gostava do nome, incomodava o pai suplicando para ter nome de desenho animado.
- Pai, troca meu nome?
- Como você que se chamar minha filha?
- She-Ra.
- Não pode,  é nome de desenho animado, e você já tem um nome.
-Mas eu quero pai, não gosto do meu nome.
- Não tem como, quando você for adulta vai ver que não tem como trocar de nome.
- Quem escolheu meu nome?
- Eu, filha.
- Dá onde saiu meu nome?
 
Desistia.
Mas sempre que podia implorava para trocar de nome, ou perguntava a história da escolha do seu nome. E sempre era uma história diferente.
Ela estranhava.
Era possuidora de uma imaginação em tanto.
Fazia do saco de café, bolsa.
O fio de lã, virava varal para as roupas de suas bonecas.
Toda horta era destruida quando inventava de brincar de cazinha e cozinhar para as amigas.
Bebia o xarope de groselha puro, e ficava com os dentes, a boca e a roupa, manchados.
Sonhava.
Sempre sonhadora, desde pequena.
 
- Pai, posso voar?
- Não, voa quem tem asas, você não tem asas, tem braços.
- Mas eu quero voar pai, posso construir uma asa?
- Não se constroem asas, ou você é um pássaro e nasce com ou você é gente e nasce sem.
- Pai quero voar, me dá asas de presente?
 
Tudo bem, trocar de nome não ia ser possível, mas e as asas?
 
30 anos depois, ela me contou, que desde sempre foi possuidora de asas, que sempre voou alto, na imaginação dos problemas e dilemas da vida real.
Que estas asas suportaram peso além do que poderiam suportar, mas sempre a mantiveram no ar.
Nas alturas.
Queria nome de heroína, e asas para voar, garota audaciosa essa hein? Pensei eu.
Nada, certa está ela em viver no ar, voando atrás de seus sonhos, batendo as asas que seu pai lhe deu no dia em que a vida apresentou.
 
Voa menina, voa para o mais longe que puder e o mais alto que alcançar, voa em busca daquilo que sempre soube que fosse alcançar.
 
Voa com as asas que te pai te deu, e que um dia você o protegeu.
 



Sem parar.





Créditos
Texto: Gisa Dias
Foto: Michele Link - Arroio do Meio-RS/Morro Gaúcho

12/09/2012

O som do silêncio*


Esse som, este caminho, tudo fez parte de um tempo onde quem teve que curar, curou, e oque eu puder aprender de melhor com esse conto, eu aprendi.
Aprendi a amar sem tamanho, ser feliz sem limites, a sorrir para qualquer um.

Ouça o som, dos passos, dos pássaros, e das pedras.
Ouça o silêncio de qualquer lugar, apenas, caminhe, respire, e ouça.
Ouça a liberdade, sua alma gritando, seu desejo pulsando.

Simplesmente ouça.









Créditos:
Texto: Gisa Dias
Filmagem: Hospital Psiquiátrico São Pedro/ Gisa via blackberry

03/09/2012

O gosto*

 
O que tu quer da vida?
Nada, a gente não pode querer nada da vida, ela é quem quer.
Ela vai te mostrar o quanto é bom abrir os olhos de manhã com a claridade do sol, ofuscando a visão, te fazendo lacrimejar.
Quer te  fazer beber porres homéricos ,te fazer morrer de rir também, e te fazer mandar todos a merda, aos berros, aos prantos se preciso for.
Vai te fazer sorrir com olhos para pedir desculpas.
E todos eles vão te desculpar.
A vida te quer bem, acredite.
É bem, assim, ela é assim, bem de lua, lua bem cheia, toda misteriosa, toda se querendo, desejando que tu sinta o gosto bom novamente, derreta-se, delicie-se.
Tu quer?
Ela também provavelmente quer que tu seja inconsequente, que desafie tudo e todos.
Truco!
A vida, ah, ela quer tudo e pode.
Onde já se viu, modificar o curso, o que foi traçado?
Ela só tenta lhe fazer feliz, e inconscientemente a gente não percebe.
Não percebe tu, que ela quer te fazer sofrer agora para te afastar disso, e ser capaz de te levar para a felicidade?
Não, não é ingrata e tão pouco brinca contigo, com a gente.
Ela só quer te fazer sentir o gosto bom da vida.
Te fazer sentir o gosto.
Sentir o gosto bom novamente.

Sentir a vida, pulsar, cair, levantar.
Degustar o pranto e apreciar o riso.
Sinta o gosto, ela quer.
Sinta por mim.
 
Sinto,
 
 
 
Créditos:
Texto Gisa Dias
Foto: Sidy Kuhn

26/08/2012

Uma troca de papéis*



 De onde vem todos os sonhos?
Tanta vontade pela vida, tanta disposição?
Do meu lado, caminhando junto, sinto além, disto, uma força, que vibra e que protege sem parar.
Confesso que sem ela, já teria desistido, diacho, como puder chegar a pensar em desistir?
Como pude, pensar assim, se o que eu mais quis foi que um certo alguém não desistisse de tudo.
Provei do meu próprio amor, vi o quanto ele vai além, além do que eu nem imagina.
Não estou aqui para falar de amores, de amores e paixões fúteis.
Quero falar do amor eterno, da dedicação ao amor, da dedicação total a paixão.
Não pensei que fosse, eu, capaz de tanto esmero, de tanta paciência e dedicação.
Surpreendi-me!
Se passei no teste, ah, só Deus sabe.
Fui fiel, companheira.
Fui além das minhas capacidades.
Dediquei dias, e continuo a dedicar, a cuidar da pessoa que como diz a canção " De todo amor que eu tenho, metade foi ele quem me deu, salvando minh'alma da vida
  sorrindo e fazendo o meu eu...
Quero saber se daqui, de onde sai, todos os meus sonhos, todo meu querer, pode ter um espacinho a mais para o acreditar?!
Quando, no momento em que eu estava quase desenganada, a vida, veio me mostrar que, opa, ela pode mudar os planos.
Eu mesma, tive que abrir mão de alguns planos, de algumas festas, de alguns caprichos por esses dias.
Tive meus planos modificados, e se quer tive tempo de reclamar.
Ô meu, para tudo que eu quero descer!
Nada!
Desci nada!Tô aqui.
 Fui naquele dito: Fé em Deus e pé na tábua.
E não é que deu certo?

Eu agarrei com unhas e dentes a oportunidade que a vida me deu, e mostrei que eu fui fiel e companheira na hora em que mais tive que ser, sem querer e saber porque.

Deixei de ser uma rocha.

Se a vida nos coloca em cada uma?
Não sei, acho e prefiro mais, dizer, que nós é quem colocamos ela de um jeito meio enlouquente na nossa frequência.


Vou te dizer, não foi fácil, mas se pudesse e tivesse que fazer, estaria ali, paradinha, de abraços aberto para te receber de novo.
Te abraçar, te deitar no meu colo, te consolar, e fazer a troca de papéis.
Por ti, deixo de ser filha, e passo a ser seu pai.
Sempre, com muito amor e carinho







Créditos:
Texto: Gisa Dias

31/07/2012

O mundo todo, todo mundo?!*



É estranho pensar no mundo todo, não?
Quem é todo mundo?
Penso, estive pensando, todo mundo caminhando na mesma direção freneticamente.
Sinto que todo mundo é carente, doente, deficiente.
Sim, todo mundo!
Ninguém mais a minha volta é normal.
Será que exite normal?
Exite certo?
Existe errado?
Todo mundo pensa, o mundo todo pensando, de um jeito, de outro, assim, assado... não exite certo, só o passado, o mal passado.
Aham, é assim, para o mundo não existe um comum.
Existe um ponto de partida, de onde todos saímos, e o resultado, ah!
Este depende do que tu quer, como tu quer, e o que tu faz acontecer.
A partícula pode ser energia ou matéria.
Pode ser os dois!
Pode porque tudo vai depender do trajeto feito para constatar o que ela é.
Sei lá não entendo de física, foi só um chute!
Ela vai ser oque quiser e fizer para ela ser.
Do mesmo jeito que a beleza esta nos olhos de quem vê.
Sou fã da relatividade, e ficaria horas e horas falando dela.
E a beleza estar nos olhos de quem  não seria relatividade?
Se achei errado, o que pode não ser errado porque para mim está certo, desculpe-me.
Mas se você pensou certo, o que pode não ser o certo, para mim é errado,  tente ver do meu angulo.
Somos tudo e somos nada.
Não conseguimos nos resumir, tão pouco nos sintetizar.
Somos uma constante sob outra constante, e assim seremos até o infinito que não existe e todo mundo acha que existe e está em algum lugar, que ninguém sabe onde que fica.
Uau, que circulo vicioso isso tudo não?

Queria que todo mundo, o mundo todo tivesse a oportunidade de conhecer todo mundo que eu vejo, que me vê por outro angulo.
Conheci um bando de malucos, que certamente acham que quem é maluca sou eu!!
Todo mundo deveria ver meu coração mole.
Todo mundo acha que sou uma rocha!
Não sou rocha não.
Sou como todo mundo que  acha errado, e que vive achando certo.

Não sei se fiz a coisa certa, saberemos somente no final, mas se não tentasse não saberia.
Quero ver dar certo, mas se for dar errado,  que seja o errado de outra pessoa. Porque como eu disse, o seu errado, pode ser o meu certo.
Para mim pode tudo dar errado, que somente uma coisa dê certo, e vai dar, eu tô no caminho certo.

A minha relatividade tem de dar certo.
Ele vai ficar certo,

Um beijo, com muito amor e carinho

Créditos:
Foto: Gisa Dias
Texto: Gisa Dias

19/07/2012

Doce loucura**


Espero o efeito dessa louca doidera passar... quero que tudo volte a ser louco como antes, mas não louco desse jeito, do jeito que esta hoje, quero doce do jeito que era...

Loucos todos somos, e desejamos ser loucos constantemente.

Pelo menos é isso que desejamos na flor da idade, no fervor da hora, na doce loucura da vida.
Desejamos profundamente ser taxados de loucos, porque os loucos é que são felizez, não é?

Louca estava eu no final da tarde, observando o sinal, abrir e fechar, estática, só pensando na vida.
E o sinal nem bola para mim.
Foi o instante mais terno da minha vida, foi o dia mais longo do ano... sempre é mais longo e torturante quando se trata do seu amor incondicional.
As 7 horas da manhã, um louco me liga.
Dizendo que o peito dói e que seus pés estão gelados.
Meu coração, frenético por natureza, pira, entra numa disritmia sem fim.
Fico de longe, com o coração na mão, na gartanta, sem saber oque fazer.
Parece que hoje foi o dia em que a terra parou.
O aconteceu com o meu louco herói?
Parece que meu porto seguro ficou sem noção, de tempo, de espaço, de razão.
Sento e espero a doidera passar.
Seria pedir de mais, que tudo não passase de um engano, que ele está em casa com o cachorros, caminhando no meio das laranjeiras, falando da vida, e me fazendo pedidos impossíveis?
Ah, aproveito para pedir também, ja que estou aqui, que ele volte um pouco mais louco de vontade de me proteger, de me cuidar, de nos amar.
POrque desse jeito, mesmo longe eu me sinto desprotegida.
Seu louco, sai de dentro desta e manda meu pai de volta?


Porque hoje eu vou ter que dormir com vontade de ver normal o meu amor maior.
Dormir com o coração doendo, doendo, sofrendo.

Ao meu louco querido, desejo minha mais louca saniedade...

Com amor,
sua filha.



16/07/2012

Da terminal a inicial**


A vida tem várias fases, e tu na maioria das vezes nem percebe, até percebe, que ela passa tão depressa, que a gente vai dar conta que ela foi, passou, voou quando ela chega na fase terminal.
Sim, naquela fase terminal, onde tu passa dar valor a tudo, absolutamente tudo.
Sente  vontade de tudo, quer tudo, deseja tudo,  e não pode nada, ou quase nada.
Vi nos olhos de alguém, em sua fase terminal, diagnosticada por algum especialista em vida e morte, a alegria de estar fazendo algo tão simples, tão diário, uma inscrição.
Vi esperança nos olhos de um estranho, vi fé nas palavras , vi o desejo de passar da fase terminal para a inicial em dois passos.
Senti dó, senti raiva da vida, senti angustia e senti raiva de mim.
Diariamente iniciamos fases e terminamos outras.
Mas a maior delas, a que vale mais bônus e, é absoluta,  é  a vida, o animo a vida.
Tenho todos os motivos do mundo para sorrir,  e se pudesse repartiria com esta pessoa, doaria mais da  metade da minha alegria e amor, e se pudesse vida que são auto regenerados.
Pelo simples fato de ter visto a esperança por completo nos olhos desta pessoa, mas a alegria de viver e o amor para ofertar pela metade naquele instante.
Quando a vontade de viver é maior do que a tua fase terminal, e empolgante como a inicial ,tu é merecedor de todos os sentimentos.
porque eu reclamo da vida?
em que fase eu estou?
Esta pessoa nunca irá ler este texto, tão pouco tomará conhecimento de sua existência, e menos ainda entenderá da minha vontade de viver e ver ela iniciar tudo novamente, como se saísse do ventre neste momento, pura e livre de qualquer mal.
Desejo vida, mesmo que curta, mesmo que longa, desejo a plenitude o quer que seja.



Com carinho, para quem fez meus olhos brilharem mais para a vida,




Créditos:
Foto: Sâmara Ancheta/ lagoa de Tramandaí
Texto: Gisa Dias

12/07/2012

Ser meio, metade, semeia?*


O ser pode ser muitas coisas, e a mais complexa e difícil de acontecer é ser ele mesmo.
O poder de ser o outro é absurdamente imenso sobre o eu de todos nós, mortais extremamente errantes e contra dizentes!
Vejo muito mais outros do que seres próprios.
A falta de consideração própria, é o mal do século, viver o alheio parece ser bem mais divertido, viver preso ao passado também, não entendo porque. Parece ser divertido esconder a realidade amarga do seu intimo.
Será que ser o outro, ou viver lembranças de outro é menos doloroso?
E quem quer a totalidade do ser, faz como?
Vidas mal vividas, amores mal resolvidos, conceitos próprios indefinidos, fotos mal reveladas,  acabam fazendo do ser uma espécie de lixeira humana, ambulante, transitante...
O ser lixo ambulante carrega consigo a vida toda, informações fora de época, de tempo, e que causam um transtorno externo e muito mais interno imensurável aos olhos de quem vê e ao coração de quem sente.
Sim, lembre-se, que existe do seu lado outro ser, meio cheio, meio disposto, meio chato, meio alegre, meio calado, meio meu humorado mas que a qualquer movimento seu suspeito, pode acabar se contrapondo, revendo, rebatendo, se debatendo, entendendo, absorvendo, enlouquecendo!
Assim, desfavorecendo o tal do sentimento e a tal da disposição de ser para você.
Porque quer totalidade, um "ser eu" inteiro, livre de contradições,contra indicações e contra pontos.
Oque semeia, um ser meio... semeia meio amor, meia vida, meios amigos, meias verdades?
Viver o presente com a mente e o coração pela metade quando a realidade é outra, geralmente não funciona, a logística sentimental fica meio confusa.
Sim, confusa, a minha e a sua. A dele e a nossa, de todo mundo.
Puxa, tudo meio? Até meio complicado?
Ruim é pensar que ao seu lado não existe um ser 100% inteiro, meio, metade da metade, metade da metade da metade, um ser que pode te oferecer bem menos do que você merece e quer, porque ficou preso, um pouco em cada momento mal vivido, em cada amor mal resolvido.

Deixa contar, ser no total, tudo aquilo que se pode ser é esplendoroso, ser realmente quem se quer e deseja ser é o bem mais precioso do ser próprio e dotado de sabedoria o suficiente para ser feliz e fazer alguém feliz.
Sem meias palavras, seja por inteiro.
Então, faça alguém feliz sendo você inteiro,sem cortes, mesmo que a pessoa que você vai fazer feliz com isto, seja você mesmo.
Ainda assim, vale a pena.
Ôh, se vale.

Tchau, vou ver se semeio o amor por inteiro, porque de metades meu balaio está cheio.

10/07/2012

Marias e Antônios do Prado...*





Um final de semana longe de toda correia da vida na capital foi o suficiente para mil constatações.
Mas destas mil, algumas eu conto... outras eu incentivo, algumas vamos descobrir juntos...
Foi lá no Prado, Antônio Prado, que eu senti algo que gostaria que todos pudessem sentir.
Sentir a lágrima escorrer de emoção, por se redescobrir e descobrir uma realidade totalmente possível e linda...
uma vontade grande de chorar vendo tanta beleza reunida.
Confesso que pensei em me sentir arrependida por ter ido tão longe, por estar tão longe de tudo, afastada de tudo que eu ACHAVA que fosse essêncial.

Conhecer um batalhão de jovens como eu, mais novos do que eu,  muitos ou a maioria deles, de lá onde literalmente o vento faz a curva, onde Deus certamente perdeu a noção da beleza, eu fiz a minha 1ª constatação: viver na alegria de ser e na simplicidade é possível.

Porque em poucos minutos eu vi, que não é necessário muito para ser feliz naquele local.
O contentamento ao tão pouco oferecido era lindo de ver.
Ao tão pouco que eu pensava ser pouco, na minha inocente ignorância.
A forma carinhosa de acolher pessoas estranhas, e trocar ideias como se conhecessem a anos me fascinou, acontece aqui também, mas lá foi diferente, parecia mais sincero e pura a vontade de se importar com os visitantes, nada superficial, tudo muito aconchegante.
A beleza das ruas, os casarões antigos, tudo conspira e inspira felicidade naquele lugarzinho que parece ser no meio do NADA.
No meio do nada, estas pessoas, vivem intensamente e recebem intensamente os que de fora vem desbravar suas terras.
Desbravamos terras, descobrimos quedas d'água, lagos, riachos, tudo novo e lindo aos "nossos olhos" e rotineiro e corriqueiro para os nativos.
Descobri que até mesmo a chuva fina de sábado sobre o fogo da fogueira era motivo de exaltação, encantada estava e ficava apreciando a intensidade do fogo em plena fina garoa, que durou até o amanhecer do dia seguinte.
O fogo e o calor humano são inexplicáveis.
No meio do nada, dormimos todos juntos, sob o calor da lareira.
Sob os olhares atentos dos anfitriões adormecemos e amanhecemos arrancando risos de seus olhares.
Sim, porque sorrir com os olhos parece tão mais belo, tão mais sincero, eu prefiro...
Impressionada voltei eu do meio do nada, com tanta beleza impregnada na mente, com vontade de ficar e nunca mais voltar e fugir de lá ao mesmo tempo.
Porque machuca saber que para ser feliz não é preciso tanto, e a gente vive numa constante busca, que parece nada.
Felizes são as Marias e os Antonios do Prado, que tem tudo no nada e vivem a felicidade plena da simplicidade que nos falta.

Obrigada, foi tudo simplesmente lindo e perfeito.
com carinho,
Gisa


Créditos:
texto: Gisa Dias
Fotos: Camila Braga

02/07/2012

Me espera?*


Somos uma constante espera.
É, somos a semente da espera, desde o momento incial da nossa existência, quando nosso ser passa a fazer diferença em outro ser, iniciamos nossa espera.
Esperamos anciosamente pela maioridade, porque aparentemente ela chegará recheada de liberdade.
Esperamos nunca nos frustrar, mas quase sempre acabamos esperando a frustração acabar, porque faz parte dar errado também.
Do mesmo modo que esperamos aquele abraço, esperamos aquela notícia boa, aquela amiga, o broto, a mãe, a vó, o pai, o irmão.
sim, também esperamos o pior, chato, mas esperamos.
Puxa, passamos a vida toda esperando?
Sim, passamos a vida toda esperando, a hora certa, o momento exato, a música, o telefone tocar, a pessoa certa chegar.
Passamos a vida toda, numa constante espera, que parece ser absolutamente normal.
Mas,será que é normal esperar tanto?
Me espera?
Você me esperaria?
Não!
Normal é viver sem esperar.
É acontecer sem tempo, sem hora, sem espera.
Peraí, não posso esperar?
Pode, espera, senta, levanta caminha.
Só não fica esperando de mais, porque a vida não para,eu não paro, tu não para, não existe pausa.
A água do rio não para, o tempo não cessa.
Não deposite a esperança na espera, pode nunca chegar, nunca acontecer.

Espera só o que for realmente necessário a sua existencia, sem mais, viva mais, com menos espera.



Créditos
Texto: Gisa Dias
Foto: Amanda Closs/ Rio Taquari - Arroio do Meio/RS


01/07/2012

Patologia temporal.*


Existem épocas em nossas vidas que nem as melhores das psicologias e psiquiatrias explicam, é algo mágico, integro, puro... momentos em que lembramos de tudo o que fomos, de como vivíamos, e dos nossos sonhos que por incrível que pareça até hoje não foram conquistados. Talvez não foram por hoje parecerem de certa forma insignificantes, bobos, tolos ou então porque até hoje sentimos receio, medo, frio na barriga só de pensar. Incrível, mas as sensações não mudam ao longo do tempo, continuamos agindo igual, pensando igual, idealizando da mesma forma. Provavelmente hoje, as únicas coisas que mudaram foram o modo de nos posicionarmos, de dialogarmos, de enxergarmos as coisas como realmente são. Talvez hoj:e, não acreditemos tanto nas pessoas como acreditávamos anteriormente, não acreditamos no amor, ás vezes no sonho, e nos momentos de depressão perdemos até a vontade de viver. Mas tem horas que tudo volta e aí lembramos até do primeiro amor que tivemos, do primeiro sonho de profissão, primeiro beijo, primeiro brinquedo e parece que tudo volta a tomar as cores de um belo arco ires.


créditos:
Texto: Ohara Reis
Título: Gisa Dias
Foto: Gisa Dias/Arroio do Meio - RS



26/06/2012

Do que eu realmente quero lembrar...*



         
          Gosto de lembrar do tempo em que eu era a preferida, mas que não tinha privilégio algum com isto.
          Eu lembro que tinha que dividir absolutamente tudo com a Mima, todos os meus brinquedos preferidos.
          Que me escondia no banco de trás do carro toda vez que chegava na encosta do morro e tinha que desembarcar.
lembro ... e toda vez era a mesma ladainha.
           Lembro que cada um tinha um pé preferido, o direito era do vô e o esquerdo era da vó, e o pé do vô era sempre o que mais sofria com cócegas. (era tão bom!)
         Gosto de lembrar da música que meus pais ouviam depois do toque do despertador, era sempre a mesma.
          Vale a pena lembrar também de todas as brigas que tive com meus irmãos, e de todos os pedidos de desculpa, e dos abraços e das gargalhadas depois de cada briga besta, de todas as vezes que tivemos que rezar um do lado do outro pedindo perdão pela briga.
vale a pena lembrar também que não gosto de despedidas.
vale lembrar também, que a maioria das minhas escolhas foram felizes, e que raramente houve arrependimento.
        Vale realmente a pena lembrar, que eu sinto falta daquele abraço com cheirinho de vó, do aroma da comida da mãe, dos passos arrastados do pai, das brigas dos irmãos.
        Realmente vale a pena cada sorriso que eu deixei lá, e que tenho a certeza que sempre que voltar, vou encontrar.
        Vale a pena lembrar, que eu optei ser eu mesma.
        Na essência, uma alma sonhadora, que quer, que deseja,  que anseia pela verdade pura e dita.        
       Que não quer nada além do brilho nos olhos todos os dias, a euforia de um sorriso, e a emoção de uma lágrima.
       Eu gosto de lembrar que optei ser eu mesma, na mais ousada lição de vida que tive, sair do meu casulo e aprender a voar.
       Vale mais ainda lembrar, que eu vivo cada minuto dedicando tudo aos meus eternos amores, aqueles com que tive que dividir meus brinquedos, com quem eu aprendi a rezar, com aquele que arrasta os pés para caminhar, com aquela que faz a melhor carne de panela do mundo, e para aquele que me guia de lá onde o amor é infinito e para aquela que roga por mim todos os dias.
        Gosto e quero lembrar todos os dias, que o amor que vai é o mesmo que vem, em quantidade, intensidade e veracidade.
E devo lembrar, que basta sentir.



Carinhosamente,

Créditos
Texto: Gisa Dias
Foto: Gisa dias

Uma pílula, Dr. !*


- Me diz o que você está sentido garota?

Estive pensando em tudo aquilo que me causa frio na barriga.
Ultimamente tenho sentido isto com muita frequência.

- Alguma coisa de errado comigo Dr?
- Fale mais...

Até o soar do sino na varanda tem me causado certo frisson...
Não sei ao certo a quem creditar esta sensação toda, não sei também se seria certo fazer isto, e se eu gostaria de fazer isto, mas alguém foi responsável pela mudança interna mais uma vez.
A vida é um ciclo constante, e eu sei que ainda sou amadora nela.
Dou muito muro em ponta de faca, caio e levanto constantemente, mas não consigo desistir.
Não consigo deixar de sentir aquela coisa boa que vem com o tilintar do sino da varanda.
Este som me remete a lembranças que talvez eu devesse banir da mente, me remete a momentos e frases, sentidos, abraços que eu deveria expurgar da memória, mas ao invés disso, o som me contagia e me nocauteia.
Mas não é o fim para mim ainda não!
No entanto...
É causador de um baque tão forte que nem sei descrever.
Sinto-me como se estivesse em outro mundo, como se nada ao meu redor tivesse maior importância naquele momento.
Não vejo nada, não ouço nada, não sinto nada além daquela sensação que não sei descrever.
Estaria eu, me dedicando á alguém?
Oque eu faço? Como faço?
Apenas sorrir, resolve?
Então, neste exato momento, de grande dúvida, sem grande resposta,  é que vejo que o sino para de tilintar e eu fico no vácuo do espaço sideral sem saber para que lado ir.
Flutuando, na minha completa imensidão.

Quero voltar para minha casa, voltar a sentir o vento na varanda e ouvir o sino soar, voltar para o meu mundo e não lembrar de nada, nada além daquilo que eu deva realmente lembrar.
- Será que o senhor pode me receitar alguma pílula para isto Dr.?


sinceramente, com carinho


Créditos
Texto: Gisa Dias
Foto: Gisa dias




18/06/2012

apenas silenciar.* arte de silenciar...


Com o tempo conhecemos pessoas que deixam marcas em nossas vidas. Não sabia que poderiam ser tão fortes, nem mesmo que essas marcas poderiam se ocorrer com um simples olhar.
Não sei o que acontece, a mente fala, mas o coração não obedece. O corpo padece e o que me sobra é a vontade de me calar. Calada fico, em um “extasy” absoluto, algo que somente os loucos poderiam entender. Sim, loucos eu digo! Loucos por acreditarem em amores impossíveis, causas insanáveis e terem ilusões tão profundas que em seu pensamento tornam-se realidade.
Isso pode até ser meio clichê mas se ao menos ele soubesse que em meus pensamentos não importam todas as circunstancias que existem contra nós. Se ao menos também ele notasse que por trás de toda essa seriedade, há alguém que não se importa se ele iria ou não ligar no outro dia, se um dia ele a chamaria de amor, ou que lhe ligasse todos os dias a noite desejando bons sonhos.
Definitivamente com essa situação descobri que não me importo com nada a não ser na vontade de o devorar.
Lamento falar, mas já te devorei várias vezes, todas as vezes em que me viu silenciar. E das tantas vezes que te devorei, foi sem vontade de te esquecer. Procurei te encontrar em pensamentos e não me apegar em ti, mas quando vejo que sinto sua falta, devoro meu coração. Devoro, para que o fruto do que nasceu em mim, saia!
Podem até me achar louca por querer tanto assim, mas os loucos acreditam em amores impossíveis, causas insanáveis, e tem ilusões tão profundas que não devem falar apenas silenciar.

O.o.r

Boa semana a todos...
:D


Créditos
Texto: Ohara Reis
Título: Gisa Dias
Foto: Gisa Dias