20/01/2013

Cara de 20 anos...*



Dizem que é nos 30 que a gente vive nosso inferno astral, é?
Não, não compreendo muito bem e nem entendo astrologia ou o que possa ser.
Mas sei que algo acontece.
É um misto de coisas.
Um misto que querer e não querer.
Como se ao atingir os 30 nos fizesse questionar tudo que já passou e a desconfiar do que esta por vir.
Não havia sentido o peso do número até a hora da despedida.
Estava tranquila sentada no banco da rodoviária, só esperando o embarque das duas.
E bem na hora que elas puseram os pés dentro do ônibus.
Um estalo.
É, do nada, ali próxima delas, já sentia falta, me sentia sozinha, me questionava por não estar indo junto, e me irritava com a possibilidade de querer voltar para uma casa, que já não é mais minha.
Do nada, eu quis estar na casa da minha mãe, com meus irmãos, meus pais.
Do nada quis ali, que toda minha família estivesse me abraçando.
Sim, devo parar com essa carência afetiva familiar sem necessidade.
Afinal, tenho quase 30, e devo parar com essas bobices e seguir em frente.
Mas que eles todos me tratam como se tivesse ainda 12, ah me tratam. (confesso, gosto disso)
A crise dos 30, putz, me pegou.
Eu sinto que estou mudada, eu não me preocupo mais com coisas que não fazem a menor diferença. Não disfarço mais os olhares, não escondo mais a naturalidade da minha personalidade, eu simplesmente estou sendo.
Acho que chegou a hora de parar de agir como se tivesse 18 anos, e maquiar mais a cara e dar oi para a nova realidade.
Que peso.
Que carga.
Que energia.
Tem sido tudo tão intenso nesses 30 anos, que sinto em dizer, que cada momento me deixa assim, com uma certa saudade.
Será que eu resisto mais 30?
Não sabemos, só sabemos que o carrossel não para, a sinaleira não tira férias, que as cores são bonitas, e que começar a usar cosméticos anti idade cedo fazem bem para pele da face, ou vocês acham que minha cara de 20 anos eu preservei como?
Seja bem vinda crise dos 30, estou de braços abertos... Mas sem gracinhas porque eu tô carente e chorando a toa.


Se vai passar logo, eu não sei, mas...
Estou experimentando.



08/01/2013

Deixe...



Parece que estou me tornando uma pessoa mais tolerável.
Mais paciente, menos exigente, e mais disposta.
Não que antes não fosse nada disso, mas resistência era meu nome e receio meu sobrenome.
Agora, que decidi que tudo vai ser diferente, tudo mudou.
Não dou mais audiência para briga de galos, nem faço parte de platéias de peças imaginárias.
 Sentir que tudo esta bem, mesmo não estando faz com que as coisas sejam menos pesadas.
Quero ver verdade em tudo e todos.
Vou acreditar mais.
Não possuo mais espaço livre  para mentiras, caôs, erros  e desculpas esfarrapas alheias.
Tudo de modo que  fique mais evidente, como se fosse um raio x do que não importa.
Não vou escrever somente amor, paz, e esperança, porque no meu caminho haverão percalços...
Mas se der para pular, desviar, eu vou.
Desvio do padrão, desvio do imprevisto, pulo do previsto, mas me jogo naquilo tudo que der vontade.
Mesmo que que fique em pedaços, não importa, fui eu quem escolhi.
A única coisa que importa e me importa agora, sou eu.

Então, não me levem a mal, nem pensem bem, nada, deixem que de mim, cuido eu.