04/03/2016

O olho e o brilho*



Você já olhou no fundo dos olhos de uma criança?
 Imaginando que poderia estar passando naquela cabecinha?
Ou olhou no fundo dos olhos de um morador de rua que com o olhar implora para ser visto para sociedade que nem faz ideia de  sua existência?
Já parou para olhar no fundo dos olhos do seu professor enquanto dá aula?
A magia que é o olhar de quem tem muito para doar.
Você já olhou no fundo dos olhos de uma pessoa sem esperança e sentiu medo de estar sendo consumido pela tristeza alheia?
Também já olhou nos olhos de um campeão e sentiu sua pele arrepiar de emoção?
Já olhou nos olhos de um cão, quando vem ao seu encontro todo faceiro balançando o rabo e lhe enchendo de lambidas?
E a sensação de todo, completude do olhar de um ser humano apaixonado? 
Perfeição.
Somos carentes de olhares profundos, daquele olhar mais intenso, aquele la nas entranhas.
O olhar que afaga, que abraça, que sorri.
Tem coisa melhor do que pessoas que sorriem com os olhos?
Aposto que não.
Quero que olhem minha alma.
Que sintam no meu olhar o meu eu.
Que seja intenso.
Que seja quente.
Pode até ser tímido, mas que seja.
Pode até ser maroto, mas que olhe.
Pode até ser critico, mas que note.
Pode até ser, desde que seja.
Olhe nos meus olhos que você vai ver, que o brilho dos meus olhos fica mais intenso quando você me olha.
Mas não me olhe distraído.
Pois é do seu brilho que eu preciso.




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