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Cara de 20 anos...*

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Dizem que é nos 30 que a gente vive nosso inferno astral, é? Não, não compreendo muito bem e nem entendo astrologia ou o que possa ser. Mas sei que algo acontece. É um misto de coisas. Um misto que querer e não querer. Como se ao atingir os 30 nos fizesse questionar tudo que já passou e a desconfiar do que esta por vir. Não havia sentido o peso do número até a hora da despedida. Estava tranquila sentada no banco da rodoviária, só esperando o embarque das duas. E bem na hora que elas puseram os pés dentro do ônibus. Um estalo. É, do nada, ali próxima delas, já sentia falta, me sentia sozinha, me questionava por não estar indo junto, e me irritava com a possibilidade de querer voltar para uma casa, que já não é mais minha. Do nada, eu quis estar na casa da minha mãe, com meus irmãos, meus pais. Do nada quis ali, que toda minha família estivesse me abraçando. Sim, devo parar com essa carência afetiva familiar sem necessidade. Afinal, tenho quase 30, e de...

Deixe...

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Parece que estou me tornando uma pessoa mais tolerável. Mais paciente, menos exigente, e mais disposta. Não que antes não fosse nada disso, mas resistência era meu nome e receio meu sobrenome. Agora, que decidi que tudo vai ser diferente, tudo mudou. Não dou mais audiência para briga de galos, nem faço parte de platéias de peças imaginárias.  Sentir que tudo esta bem, mesmo não estando faz com que as coisas sejam menos pesadas. Quero ver verdade em tudo e todos. Vou acreditar mais. Não possuo mais espaço livre  para mentiras, caôs, erros  e desculpas esfarrapas alheias. Tudo de modo que  fique mais evidente, como se fosse um raio x do que não importa. Não vou escrever somente amor, paz, e esperança, porque no meu caminho haverão percalços... Mas se der para pular, desviar, eu vou. Desvio do padrão, desvio do imprevisto, pulo do previsto, mas me jogo naquilo tudo que der vontade. Mesmo que que fique em pedaços, não importa, fui eu quem...

Vamos pasteurizar 2013?

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Que ano. Quanta coisa. Quantos encontros e desencontros. Quantas chegadas e partidas. Um ano para ficar na memória, sem cortes. Tá bom, alguns cortes, sempre se pode cortar alguma coisa... ( porque sempre tem alguma coisa que né... então). Um ano em que fui da sanidade à loucura em dois tempos. Estive à dois passos do paraíso, mas fui ao inferno também. Conheci o lado mais egocêntrico de alguns,   enfim. Firmei laços com quem realmente importa. Abri mão de gente prepotente ao meu lado. Fui mãe, pai, avó, tia, fui mil em uma só. Tentei ser o melhor que pude, se falhei em algum momento, não importa, no final de tudo certo. Senti frio, passei muito calor, senti muita sede, senti fome. Sentei, chorei, ri de tudo isso depois. Sai com as amigas, bebi, afoguei as mágoas, comemorei, vibre, torci (Gremista, um tanto fervorosa)! Em algum momento deste imenso 2012 eu parei e pensei: - Nossa 2013, BA, está aí! E o que eu quero dele? O que eu espero dele? ...

Olhe nos meus olhos...*

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  Uma senhora de cabelos brancos, ouvindo minha conversa no telefone, no super mercado, ao desligar me aborda. - O amor acontece quando olhamos fundo nos olhos do outro, quando recenhemo-nos no outro. Levante a cabeça guria. Disse-me ela. - Aham. (Como todos já sabem foi minha resposta, foi só o que consegui falar) - Mostre estes olhos para o amor, liberte-se para amar.Não existe dedo podre, existem homens que não valem a pena, só isso. Fiquei pensativa, olhando ela direito nos olhos, pasma. - Olhe nos olhos, você vai de cara saber quando o encontrar. Caso contrário, saia com as amigas e beba.   Neste momento, foi em que segui para o corredor das bebidas e liguei para as amigas.     Meu olhar, sempre desvia quando avista perigo. Não consigo, nos olhos olhar. Não agora. um dia.  

Uma fantasia ou uma cortina?*

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Então, estive pensando. Como era boa a infância, tempo em que a gente se escondia atrás das cortinas e achava que ninguém nos via e que estávamos super bem escondidos! Como era bom brincar de ficar criando fantasias, fantasiar que eramos heróis, princesas, não é mesmo? Ah tantos personagens.... Muito fiz isto, e aposto que vocês também. Mas o tempo passou, e eu deixe de ficar me escondendo atrás da cortina, e parei de fantasiar, de brincar. Parei. Hoje... Parei para pensar. Refleti muito. Minto, muito também não, apenas observei ao meu redor... observo há algum tempo já. Agora quero a liberdade para fazer um breve devaneio a respeito. Quando a gente é criança esse tipo de brincadeira é super divertido e normal. E quando é adulto? Continua sendo normal? Não né?! Sim, pode ser que sim, tem gente que acha que sim. Não o tempo todo, mas tem quem quer o tempo todo! Tem gente que quer brincar o tempo todo, ser criança a vida toda. Ai minha nossa! Deixem -me e...

Sensatez.*

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  Aprenda a ler o silêncio. Decifre a tênue linha entre o interesse e o desinteresse. Aprenda a lidar com o desespero alheio. Aprenda, mas antes, pegue roscas e um café. Sensatez. Está em falta no mercado.

Concordei.*

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  Disse-me que é tão ruim querer algo que nunca se teve. Concordei. Ela chegou desejar que desse tudo errado no que ele havia dito, para poder sugar ele para junto de si. Nem se quer viu, nem se quer tocou, apenas ouviu. A rouquidão da voz, a naturalidade com que as palavras fluíam, a naturalidade com que ela se envolvia com o som da sua voz. Eu disse para ela que era loucura, nem  deu me ouvidos. Eu reforcei, é loucura. Fuja, pode ser mais uma cilada. Ela apenas confirmou, e disse, quero seguir em frente. Se não for de loucuras, aventuras, do que é feito o mundo então? Deixei. Vai, se joga, se atira, tenta, conquista, seduz, dedica-se, apaixona-se. Se não der, depois volta, e  tenta a cura,  inicia a cicatrização. Pois a alma, é feita de marcas, profundas, e eu estarei aqui para me cuidar.   Não sei se ela me deu ouvidos, mas eu senti euforia, desejo e sedução.